domingo, 18 de abril de 2010

Todos nós temos um pouco de Bi e Bililico

A cara dessa mãe grande e acolhedora, que mais parece uma madona italiana se preparando para uma noite de sono bem gostosa, é o máximo. A história dela e de seu filho tão pequeninho não fica atrás. Bi e Bililico se amam e se perdem, como todas as mães e todos os filhos. O desencontro é marcado por aventuras, choro e a procura do outro. O encontro é cheio de alegrias. Assim, como é a relação de uma mãe e com o filho. As crianças percebem isso, em uma história onde o diálogo do texto com a ilustração compõem um criativo quadro, que oferece inúmeras possibilidades de leitura. Não à toa o Antônio, ao ouvir a história pela segunda vez, pediu-me que substituísse o nome de Bililico pelo dele. E a cada página que aparece a mãe - lindona, em sua avaliação - ele diz: "Você, mamãe!" Por tudo isso, a história de Denize Carvalho e Sonia Dreyfuss, ilustrada pela maravilhosa Eva Furnari e editada pela Formato Editorial, é uma bela leitura para aproximar mãe e filho, por falar do medo de ambos de se perderem um do outro. Encarar os medos é sempre a melhor receita para alimentar o amor.

7 comentários:

Letra pequena disse...

Obrigada por ter deixado um comentário no blogue Letra pequena. E, "comentando o comentário", na verdade é pena que alguns dos (bons) livros que se fazem aqui em Portugal não cheguem até vós. Seria até um bom negócio, pois o vosso mercado é muito maior que o nosso. O Gato de Sofá também mostra leituras interessantes. Vou voltar.
Rita Pimenta

Yara Kono disse...

Olá Luciana, já temos alguns livros do Planeta Tangerina editados no Brasil pela Cosac Naify e Panda Books! Beijinhos, Yara

Luciana Conti disse...

Rita e Yara, obrigada pelo retorno. Vou procurar no catálogo do Planeta Tangerina e olhar na Cosac e na Panda. bjs.

Lígia Pin disse...

Oie!!! Como faço para entrar em contato com você? Um email onde posso te escrever?
Ligia PIn

Mi disse...

oi Lu, continuo por aqui, sempre seguindo suas dicas literárias.
bjs

mcris disse...

Bom dia, Luciana!

Cheguei ao seu blog ao procurar referências a um livro da Jutta Bauer (fiz um outro comentário no post correspondente).

Em seguida, passeei por outros posts e vi que, assim como nós aqui de casa, você gosta da Lygia Bojunga.

Fiquei pensando que, a partir do nome do blog, seria muito justo e natural que você comentasse o Sofá Estampado, essa história tão gostosa sobre um tatu, uma gata, uma avó, uma mala, um inventor e uma hipopótama...

Como tantas outras narrativas da Lygia, esta é suave como uma estampa floral mas dói na alma por bastante tempo.

As aventuras do Vitor conseguem sintetizar muito do que é mais caro para mim. Espero que a gente possa trocar impressões a respeito.

Um abraço.

Olga disse...

Toda a vez que venho aqui, morro de inveja e de saudades de uma fase que já acabou em minha vida, mas que parece que foi ontem.
E ainda falta muuuuuito tempo pra que eu volte a ler histórias às criancinhas - os netos, quando chegarem (espero que daqui a uns bons dez anos ; mas como meu mais velho chegou aos 21, pode ser que venham em prazo menor).
Aguardo, ansiosa pela delícia da sensação, pero no mucho...
Beijo