Confesso que até o Pedro apaixonar-se pela saga de Harry Potter e assistir exaustivamente aos oito filmes da série, achava o bruxinho da escritora inglesa J.K. Rowling uma bobagem. Um julgamento, confesso, baseado em meu preconceito contra os best sellers e os blockbusters. Meu erro foi imperdoável. A saga de Harry em busca da superação de seu abandono e de seu rival, Lord Voldemort, não pode e nem deve ser ignorada. Eu estou descobrindo a riqueza simbólica da história, com a leitura que estou fazendo com o Pedro dos sete livros da saga. Estamos apenas no começo, terminando o primeiro volume - A Pedra Filosofal - mas já dá para entender o enredo da história. Iniciamos a leitura sem que eu tenha visto um único filme da série. Vi muitas cenas, nas inúmeras vezes que cruzei com o Pedro os assistindo na TV, mas nunca entendi direito a história do bruxinho. Minha ignorância em relação ao mundo de Harry e seus amigos, Rony e Hermione, me deu um olhar quase neófito sobre a saga, que mistura elementos de literatura policial e juvenil, no estilo escola interna em que as amizades, amores, lealdades, rivalidades, ódios e trapaças podem ser vividos radicalmente. Harry, em sua busca pela superação, experimenta várias emoções e vai crescendo com a torcida de seus milhões de fãs. Mas é inegável que os filmes, lançados sempre na esteira do lançamento literário, fazem a história ter outro tom e apelo. É impossível ignorar em minha leitura a carinha de Harry, a deformidade de Voldemort e a imagem dos meninos jogando Quadribol nos filmes. Os elementos da narrativa de Rowling e a leitura cinematográfica de sua obra estão intimamente ligados e trabalhando para construir o carisma do bruxinho que, criado com um trouxa, vai para a Escola de Magia e Bruxaria Hogwarts encontrar sua história e seu destino. Por enquanto, só lamento uma coisa. A prosa de Rowling não estar à altura de sua engenhosa imaginação. No mais, que venham os outros seis volumes de Harry Potter, editados pela Editora Record.
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quinta-feira, 3 de novembro de 2011
O carisma do bruxinho Harry
Confesso que até o Pedro apaixonar-se pela saga de Harry Potter e assistir exaustivamente aos oito filmes da série, achava o bruxinho da escritora inglesa J.K. Rowling uma bobagem. Um julgamento, confesso, baseado em meu preconceito contra os best sellers e os blockbusters. Meu erro foi imperdoável. A saga de Harry em busca da superação de seu abandono e de seu rival, Lord Voldemort, não pode e nem deve ser ignorada. Eu estou descobrindo a riqueza simbólica da história, com a leitura que estou fazendo com o Pedro dos sete livros da saga. Estamos apenas no começo, terminando o primeiro volume - A Pedra Filosofal - mas já dá para entender o enredo da história. Iniciamos a leitura sem que eu tenha visto um único filme da série. Vi muitas cenas, nas inúmeras vezes que cruzei com o Pedro os assistindo na TV, mas nunca entendi direito a história do bruxinho. Minha ignorância em relação ao mundo de Harry e seus amigos, Rony e Hermione, me deu um olhar quase neófito sobre a saga, que mistura elementos de literatura policial e juvenil, no estilo escola interna em que as amizades, amores, lealdades, rivalidades, ódios e trapaças podem ser vividos radicalmente. Harry, em sua busca pela superação, experimenta várias emoções e vai crescendo com a torcida de seus milhões de fãs. Mas é inegável que os filmes, lançados sempre na esteira do lançamento literário, fazem a história ter outro tom e apelo. É impossível ignorar em minha leitura a carinha de Harry, a deformidade de Voldemort e a imagem dos meninos jogando Quadribol nos filmes. Os elementos da narrativa de Rowling e a leitura cinematográfica de sua obra estão intimamente ligados e trabalhando para construir o carisma do bruxinho que, criado com um trouxa, vai para a Escola de Magia e Bruxaria Hogwarts encontrar sua história e seu destino. Por enquanto, só lamento uma coisa. A prosa de Rowling não estar à altura de sua engenhosa imaginação. No mais, que venham os outros seis volumes de Harry Potter, editados pela Editora Record.
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