A primeira vez que eu li O menino maluquinho, de Ziraldo, editado pela Melhoramentos, eu era uma adolescente em visita à casa de uma amiga da minha mãe, a Ivana, que tinha filhos pequenos. Como eu sempre gostei de crianças, fui arrumar o que fazer com elas. Achei na estante o livro, que me pareceu bacana, e resolvi ler para a menina, que, se não me falha a memória, se chama Rafaela. Li o livro num fôlego só, como deve ser e adorei. Adorei aquele menino maluquinho e encantador. Mas ele já não era mais assunto para mim, que já tinha crescido. Muitos anos depois, quando o Pedro começou a ser introduzido no mundo das histórias, resolvi comprar o livro para ele. O menino maluquinho já tinha quase 30 anos, mas fazia o meu Pedro, com uns quatro anos, lutar contra o sono para ouvir o fim de sua história. Foram muitas vezes que ele ouviu as traquinagens do menino, antes de se desinteressar e procurar outros personagens, até que, outro dia, veio da escola com um dever de casa que citava um trecho da obra. Procurei o livro e reli para ele. Encantado, como nas primeiras leituras, o Pedro prestou uma bruta atenção e mostrou-se ainda mais interessado quando os assuntos do maluquinho passaram a ser as namoradas e o futebol, sua maior paixão. Ao ouvir os versos finais do livro, que conta o momento em que o menino cresce e percebe que não era maluquinho, mas feliz, o meu Pedro sorriu de forma tão pura que tive a certeza de que ele, como o maluquinho, é um menino feliz.
Mostrando postagens com marcador o menino maluquinho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador o menino maluquinho. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Um menino feliz
A primeira vez que eu li O menino maluquinho, de Ziraldo, editado pela Melhoramentos, eu era uma adolescente em visita à casa de uma amiga da minha mãe, a Ivana, que tinha filhos pequenos. Como eu sempre gostei de crianças, fui arrumar o que fazer com elas. Achei na estante o livro, que me pareceu bacana, e resolvi ler para a menina, que, se não me falha a memória, se chama Rafaela. Li o livro num fôlego só, como deve ser e adorei. Adorei aquele menino maluquinho e encantador. Mas ele já não era mais assunto para mim, que já tinha crescido. Muitos anos depois, quando o Pedro começou a ser introduzido no mundo das histórias, resolvi comprar o livro para ele. O menino maluquinho já tinha quase 30 anos, mas fazia o meu Pedro, com uns quatro anos, lutar contra o sono para ouvir o fim de sua história. Foram muitas vezes que ele ouviu as traquinagens do menino, antes de se desinteressar e procurar outros personagens, até que, outro dia, veio da escola com um dever de casa que citava um trecho da obra. Procurei o livro e reli para ele. Encantado, como nas primeiras leituras, o Pedro prestou uma bruta atenção e mostrou-se ainda mais interessado quando os assuntos do maluquinho passaram a ser as namoradas e o futebol, sua maior paixão. Ao ouvir os versos finais do livro, que conta o momento em que o menino cresce e percebe que não era maluquinho, mas feliz, o meu Pedro sorriu de forma tão pura que tive a certeza de que ele, como o maluquinho, é um menino feliz.
Assinar:
Postagens (Atom)