terça-feira, 13 de setembro de 2016

Nosso coração faz tum-tum por vocês

O Antônio e o Xico são mais que amigos. Como diz a Juliana, são parças. Daqueles parças que entendem o outro só com um olhar, um sorriso ou mesmo com os muitos e muitas vezes pensamentos, digamos, nem tão bons, assim.
Mas erra quem pensa que eles são muito parecidos. Qual nada? O André os descreve como o tempo e o vento. Meu Antônio, que ignora a existência do tempo, é o próprio. Já o Xico, assim como o vento, passa voando ao nosso lado. O resultado do encontro do tempo com o vento é sempre um tufão de boas lufadas, em que a gente nunca sabe, como bem observa o Cadoca, quem é o culpado.
O maior amigo deles é, sem dúvida, o chão. Chão para correr, rolar a mais que amada bola, escorregar, sentar e, se nada mais houver para fazer, deitar. Uma proximidade que faz com que eles tenham, muitas vezes, a cara, o cheiro e a cor do chão. Este mimetismo faz deles largos como o chão.
No chão da cidade, se viram como podem. No clube, no parque, em casa, no play, na escola, onde e como der. No chão da Kihu, descobrem um novo universo em cada tufo de grama, em cada buraco na terra, em cada pedra perdida no terreno. Ali são mais que o Tempo e o Vento. São os amigos inseparáveis. Uma amizade inspiradora, que fez com que o Vento, improvisasse:
- Tom-tom, meu coração faz tum-tum por você – disse, sorridente, para ocupar o Tempo, nessa manhã modorrenta, aqui em casa.

Um comentário:

ana maria santeiro disse...

poesia pura, como os meninos.