Mostrando postagens com marcador amizade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amizade. Mostrar todas as postagens

domingo, 18 de novembro de 2012

Amigos, para sempre amigos!

Eu queria ser o galo Juvenal para ficar com a cara assim exposta ao vento e seguir surfando no guidão de uma bicicleta, movida pelos meus dois melhores amigos - o rato Frederico e o porco Valdemar. Mas calei-me quando o Antônio me perguntou qual dos Amigos, do livro do alemão Helme Heine, editado pela Ática, eu queria ser. Afinal era uma história para amigos e não para família. Mãe quando se mete em história de amigos arruma uma terrível confusão. Antônio conformou-se com minha omissão e decidiu ser o rato Frederico. Investido no personagem de Heine, Antônio correu pelos campos com seus melhores amigos, explorou lagoas em navios piratas, pescou, dividiu o melhor e o pior de um jantar e, por fim, foi catar um lugar para dormir. Dormir junto com os amigos, como é o desejo de toda criança. Mas não deu. Não tinha nenhuma mãe para dizer não, mas a noite dos três amigos juntos não foi possível. Cada um foi para sua casa dormir e, que gostoso, sonhou estar de novo junto com seus companheiros. Perguntei ao Antônio se ele sonhava com seus amigos. A resposta foi surpreendente e uma delícia. "Mãe, sabe aquele dia em que troquei de nome? Sonhei que estava dando um soco no Vinícius porque ele me chamou de Lucas Antônio", contou. Dando um soco?! Logo o Antônio, que é o maior boa paz?! Logo no Vinícius, seu melhor amigo?! Pois é, um dia explico melhor. Mas o caso foi que o Antônio quis mudar seu nome para Lucas e os amigos na escola não toparam a história e passaram a lhe chamar pelo novo e pelo antigo nome. Magoado como o nome composto, resolveu sua parada no sonho. Liberou sua raiva, deu um soco no Vinícius e não perdeu o amigo! Tudo resolvido! Afinal, como diz Heine, amigos de verdade, ninguém pode separar.
PS: Não posso deixar de falar das ilustrações, do próprio autor, que reforçam a atmosfera delicada da história, com seus tons suaves e traços ternos.

domingo, 10 de maio de 2009

Uma história de amizade e traição

Raposa, de Margaret Wild, com ilustrações de Ron Brooks, editado pela Brinque-Book, é um belíssimo livro. Os personagens - um cão cego de um olho, um corvo sem uma asa e uma raposa invejosa - levantam várias questões que mobilizam as crianças: solidariedade, amizade, inveja, traição e arrependimento. Texto e ilustração criam um clima denso que deixa o pequeno leitor aflito com o destino de seus heróis. A raposa, confesso, causou desconforto até em mim, que li para o Pedro. Na ilustração da capa seus olhos são dourados, o que dá um olhar sombrio à invejosa raposa, que entra na história para separar o cão e o corvo. A ilustração é tão impressionista que o Pedro rejeitou o livro, dizendo que teria pesadelos com a história. Ele só me deixou lê-lo em um noite em que o Caio, meu afilhado, dormiu aqui em casa. Juntos, como deveria ser com o cão e o corvo, enfrentaram a raposa e seus medos. Tanta tensão tem um escape no final da história. A autora dá ao corvo o benefício do arrependimento. Tudo bem que ele terá que enfrentar um longo caminho de volta, sem a certeza do perdão. Belo livro para adultos e crianças que recebeu uma série de merecidos prêmios para texto e ilustração.