O Pedro sempre gostou mais de brincar com bichos do que com carrinhos. Ele tinha uma coleção de bichos que começou com as vaquinhas e cavalinhos de uma fazendinha, cresceu com os selvagens leões, trigres e outras feras e terminou com os dinossauros. Quando o Antônio nasceu fiquei com medo que meu caçulinha gostasse mais de carrinhos, já que ele mostrava interesse por carrões e carrinhos. Confesso que fiquei aliviada e feliz quando ele começou a imitar o som de animais e a não mostrar qualquer interesse em falar bibi ou vruummm. A alegria com que ele brinca com os bichos fez dele um merecedor herdeiro dos bonecos do Pedro. Eu fiquei contente, já que acho a troca das crianças com os animais muito mais bacana do que a paixão pela velocidade e pela beleza dos carros. Não é a toa que elas amam histórias de bichos. Realmente são o máximo. Poderia fazer uma enorme lista daquelas que não podem deixar de ser lidas, a começar pelas fábulas de Esopo e de La Fontaine. Mas não é preciso, todo mundo tem as suas preferidas. Entre as minhas e as do Pedro, com certeza, está o livro Como contar crocodilos, histórias de bichos, que reúne fábulas de índios e negros americanos, de Esopo, de asiáticos e de africanos recontadas por Margaret Mayo, com ilustrações de Emily Bolam e edição da Companhia das Letrinhas. As oito histórias, a começar pela que dá título ao livro, são uma delícia. Elas falam de esperteza dos mais fracos para sobreviverem aos mais fortes, de magia para explicar a existência e as características dos seres vivos, dos limites de cada um dos seres vivos, entre outros temas que fazem nossos filhotes pararem para ver e ouvir uma bela história. A qualidade do livro, com belas e vivas ilustrações, lhe rendeu, em 1996, o selo Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infanto Juvenil. Estou só esperando o Antônio crescer mais um pouquinho para apresentar este livro para ele.
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sexta-feira, 26 de junho de 2009
Histórias para pequenos amantes de bichos
O Pedro sempre gostou mais de brincar com bichos do que com carrinhos. Ele tinha uma coleção de bichos que começou com as vaquinhas e cavalinhos de uma fazendinha, cresceu com os selvagens leões, trigres e outras feras e terminou com os dinossauros. Quando o Antônio nasceu fiquei com medo que meu caçulinha gostasse mais de carrinhos, já que ele mostrava interesse por carrões e carrinhos. Confesso que fiquei aliviada e feliz quando ele começou a imitar o som de animais e a não mostrar qualquer interesse em falar bibi ou vruummm. A alegria com que ele brinca com os bichos fez dele um merecedor herdeiro dos bonecos do Pedro. Eu fiquei contente, já que acho a troca das crianças com os animais muito mais bacana do que a paixão pela velocidade e pela beleza dos carros. Não é a toa que elas amam histórias de bichos. Realmente são o máximo. Poderia fazer uma enorme lista daquelas que não podem deixar de ser lidas, a começar pelas fábulas de Esopo e de La Fontaine. Mas não é preciso, todo mundo tem as suas preferidas. Entre as minhas e as do Pedro, com certeza, está o livro Como contar crocodilos, histórias de bichos, que reúne fábulas de índios e negros americanos, de Esopo, de asiáticos e de africanos recontadas por Margaret Mayo, com ilustrações de Emily Bolam e edição da Companhia das Letrinhas. As oito histórias, a começar pela que dá título ao livro, são uma delícia. Elas falam de esperteza dos mais fracos para sobreviverem aos mais fortes, de magia para explicar a existência e as características dos seres vivos, dos limites de cada um dos seres vivos, entre outros temas que fazem nossos filhotes pararem para ver e ouvir uma bela história. A qualidade do livro, com belas e vivas ilustrações, lhe rendeu, em 1996, o selo Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infanto Juvenil. Estou só esperando o Antônio crescer mais um pouquinho para apresentar este livro para ele.
domingo, 10 de maio de 2009
Uma história de amizade e traição
Raposa, de Margaret Wild, com ilustrações de Ron Brooks, editado pela Brinque-Book, é um belíssimo livro. Os personagens - um cão cego de um olho, um corvo sem uma asa e uma raposa invejosa - levantam várias questões que mobilizam as crianças: solidariedade, amizade, inveja, traição e arrependimento. Texto e ilustração criam um clima denso que deixa o pequeno leitor aflito com o destino de seus heróis. A raposa, confesso, causou desconforto até em mim, que li para o Pedro. Na ilustração da capa seus olhos são dourados, o que dá um olhar sombrio à invejosa raposa, que entra na história para separar o cão e o corvo. A ilustração é tão impressionista que o Pedro rejeitou o livro, dizendo que teria pesadelos com a história. Ele só me deixou lê-lo em um noite em que o Caio, meu afilhado, dormiu aqui em casa. Juntos, como deveria ser com o cão e o corvo, enfrentaram a raposa e seus medos. Tanta tensão tem um escape no final da história. A autora dá ao corvo o benefício do arrependimento. Tudo bem que ele terá que enfrentar um longo caminho de volta, sem a certeza do perdão. Belo livro para adultos e crianças que recebeu uma série de merecidos prêmios para texto e ilustração.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Um leão malvado e um carneirinho esperto
Hoje, contei a primeira história de verdade para o Antônio, meu bebê, e ele ficou amarradão. Digo história de verdade por Leônidas e os carneirinhos, de Pierre Cornuel, editado pela Caramelo, ser um livro para crianças pequenas, mas sem os atrativos comuns nas edições para bebês, como texturas e sons. Leônidas é uma fábula em que um leão malvado engana carneirinhos inocentes. Mas, como toda boa fábula, o bem derrota o mal. Tomás, um carneirinho esperto, acaba descobrindo as malvadesas de Leônidas. Mas o melhor do livro são as ilustrações super bem humorados do francês Pierre Cornuel. Leônidas tem una juba de maluco-beleza e os carneirinhos são bem criancinhas. Ao fim da história, o leitor ainda é convidado a descobrir onde está o leão que fugiu desfarçado. Uma diversão para meu bebê e o irmão dele, um molecote de sete anos e ainda muita infância pela frente.
domingo, 11 de janeiro de 2009
Uma fábula bem brasileira
Hora de dormir é para o Pedro igual a hora de contar histórias. Todo dia é a mesma coisa, ele escolhe três livros para eu ou o pai contarmos para ele. Tem dias que pede mais de três. Normalmente quando está mais cansado e não vai conseguir chegar acordado à segunda história. Foi o que aconteceu hoje. Ele me pediu que relesse Jabuti sabido e macaco metido, de Ana Maria Machado, editado pela Nova Fronteira, entre outros quatro livros. Mas só conseguiu ouvir a história de Ana Maria sobre uma disputa entre bichos de uma mata bem brasileira para saber qual é o mais sabido. A narrativa é muito legal e tem o tom de fábula, em que o comportamento dos bichos deixam lições de moral para nós, humanos. A fábula de Ana Maria nos ensina que muitas vezes aqueles que se acham os mais espertos são os bobos da história. Tudo em uma prosa impecável que ganha ainda mais brilho nas belíssimas ilustrações de Graça Lima que lembram a cerâmica de nossos índios do Xingu.
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