"Eu sou o cara! Você é o mané!" Com esta provocação o Pedro, outro dia, torturou o Antônio que, a princípio, aceitou estar em desvantagem e depois ficou furioso ao perceber que o irmão não queria trocar de lugar com ele. "Eu não quero ser o mané! Eu sou o cara!" Não adiantou. O Pedro, aproveitando-se de ser o mais velho, insistia que ele era o cara e o outro o mané. A coisa ficou de tal forma, que os dois quase se embolaram para ver quem era o cara e quem era o mané. Com esta disputa fresca na memória, me chamou a atenção o livro Quem é o chefe?, de Jesse Goffin, no estande da WMF Martins Fontes, 12º Salão do Livro Infanto-Juvenil, realizado este mês, no Rio. O livro conta a disputa de dois homens - idênticos, por sinal - a bordo de um navio para saber quem é o chefe. Os dois vão desfiando suas qualidades até que o navio encalha e eles têm que fugir em um patinho de borracha. Quando estamos todos no mesmo barco, pouco importa quem é o chefe, não é? O Pedro assentiu e adorou. O Antônio não quis nem mesmo prestar a atenção. Tentei mais de uma vez, mas ele não queria saber quem era o chefe até que mandei o livro para a escola. A professora dele, contou a história para as crianças que adoraram. Elas encontraram uma saída diferente para o livro. Decretaram, sem titubear, que o chefe do Grupo 3 não estava entre elas. Era professora. Não deixa de fazer sentido...
Mostrando postagens com marcador salão da fundação do livro infanto-juvenil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador salão da fundação do livro infanto-juvenil. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Quem é o cara?
"Eu sou o cara! Você é o mané!" Com esta provocação o Pedro, outro dia, torturou o Antônio que, a princípio, aceitou estar em desvantagem e depois ficou furioso ao perceber que o irmão não queria trocar de lugar com ele. "Eu não quero ser o mané! Eu sou o cara!" Não adiantou. O Pedro, aproveitando-se de ser o mais velho, insistia que ele era o cara e o outro o mané. A coisa ficou de tal forma, que os dois quase se embolaram para ver quem era o cara e quem era o mané. Com esta disputa fresca na memória, me chamou a atenção o livro Quem é o chefe?, de Jesse Goffin, no estande da WMF Martins Fontes, 12º Salão do Livro Infanto-Juvenil, realizado este mês, no Rio. O livro conta a disputa de dois homens - idênticos, por sinal - a bordo de um navio para saber quem é o chefe. Os dois vão desfiando suas qualidades até que o navio encalha e eles têm que fugir em um patinho de borracha. Quando estamos todos no mesmo barco, pouco importa quem é o chefe, não é? O Pedro assentiu e adorou. O Antônio não quis nem mesmo prestar a atenção. Tentei mais de uma vez, mas ele não queria saber quem era o chefe até que mandei o livro para a escola. A professora dele, contou a história para as crianças que adoraram. Elas encontraram uma saída diferente para o livro. Decretaram, sem titubear, que o chefe do Grupo 3 não estava entre elas. Era professora. Não deixa de fazer sentido... terça-feira, 7 de julho de 2009
A arca de Ruth Rocha e Mariana Massarani
A primeira vez que vi A arca de noé, de Ruth Rocha, com ilustrações da Mariana Massarani, me encantei. O livro - uma reedição da Salamandra pelos 40 anos da prosa de Ruth - estava na vitrine de uma livraria. Grandão, coloridão e com o desenho super bacana da Mariana era o destino certo do meu olhar. Me prometi naquele dia comprá-lo para o Antônio. O desejo ficou guardado até o Salão da Fundação Nacional do Livro Infanto Juvenil, em junho. Feliz, trouxe o livro para casa e o folheei com prazer. Ele é a prova de que uma história super batida como a da Arca de Noé pode ganhar novos contornos nas penas criativas de autor e ilustrador. A prosa da Ruth é uma delícia e nos faz querer ir até o fim, mesmo a gente sabendo onde a arca vai parar, e o traço de Mariana é maravilhoso. O Noé com sua barba enorme e colorida e vestido com uma túnica moderna é o máximo. A beleza do livro - texto e ilustração - encantou o Antônio que ouviu atento com os ouvidos e as mãozinhas nervosas a história até quase o fim. Já o Pedro aguentou mais, riu do pavão fantasiado para baile de carnaval, tentou achar a bengala do tigre, mas acabou dormindo. E eu, deliciada, fui até o fim para ver com quantos versos se faz uma arca. Viva Ruth, Mariana e a arca de Noé.
sábado, 4 de abril de 2009
O Rio está carente de leitura
Andei fuçando na rede para ver se descobria atividades no Rio em comemoração aos dias Internacional do Livro Infantil, na quinta-feira, e Nacional do Livro Infantil, no dia 18, e infelizmente só achei contações de histórias na Biblioteca Infantil da Casa de Rui Barbosa, em Botafogo, e na Biblioteca do Estado do Rio de Janeiro. Já em São Paulo achei eventos bem mais criativos, com a presença inclusive de autores importantes de nossa literatura infanto-juvenil, como Tatiana Belinsky. Pobre do Rio... Nossos governos continuam tratando o livro como um objeto morto e de costas para a fantasia da criançada. Não a toa, neste país, a leitura ainda é um luxo. Como fazer nossas crianças tonarem-se leitoras se não há quem se interesse em apresentar o mundo dos livros para elas. Enfim... coisas do nosso decadente Rio de Janeiro. Mas nestas andanças virtuais acabei descobrindo que o 11 Salão da Fundação Nacional do Livro Infanto-Juvenil será realizado este ano no Galpão da Ação da Cidadania, na Gamboa, e gostei. O galpão é enorme, o que resolve o problema que havia na tenda do MAM de falta de espaço. Espero também que a organização promova umas atividades legais para que o salão, entre os dias 10 e 21 de junho, não se resuma a uma feira de livros. Nossas crianças merecem um evento criativo para incentivar a leitura.
Assinar:
Postagens (Atom)