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domingo, 10 de junho de 2018

Água bastante




Água bastante

O que verto pelos olhos não é mais do que um filete d’água,
como aqueles que enchem os córregos da minha infância.

Córregos de água pouca, água contida.
Água que contém tudo.

Água doce, água salgada,
que lava, lambuza,
derrama, limita,
que move o fluxo e o refluxo.

Água pouca, água bastante
para transbordar de mim
tudo o que, com esforço, boto para dentro.

L.C. Rio: 12/5/18


domingo, 13 de maio de 2018

Eu e, sempre, eles






Eu e eles


Um dentro e outro fora.
Os dois fora.
Os dois no meu coração.

L. C.  Rio: 10/04/2014





@Fotos Macarena Lobos e Claudio Oliveira

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

A foto na cabeceira da minha avó


Tenho muitas lembranças da minha avó materna, que, mesmo morta, ainda faz parte da minha vida. Ela não era uma mulher de fácil leitura. Cresceu e viveu em um pequeno mundo e, nele, se movia obedientemente como se não lhe impusessem limites. Exibia uma beleza discreta, a permitida em seu meio social, e deixava transparecer uma alegria quase envergonhada e alguma tristeza. A maior delas, com certeza, a morte prematura do filho, com 21 anos. Um filho que não conheci e, por isso, nunca chegou a ser meu tio. Dele tenho apenas a lembrança do retrato na mesa de cabeceira da minha avó.

Um retrato de um jovem bonito, sorridente, segurando a rédea de um cavalo de corrida vencedor, como todos esperavam que ele fosse. Um retrato do qual me lembro já esmaecido, desbotado, lavado por uma enchente de Blumenau que quase levou definitivamente de minha avó o filho tão amado e perdido. Naquela foto em sua mesa de cabeceira, aquele rapaz viveu até o último minuto da vida de minha avó. Ela se foi em 1993, na noite em que Madona sacudia o Maracanã. Eu estava lá e, ao chegar em casa, soube de minha avó. Hoje, a tenho em minha estante, em duas poses sorridentes. Uma mulher ainda jovem, bonita, de outro tempo a olhar por mim.

Assim são os retratos para mim. Objetos quase sagrados que mantêm viva a aura de quem se foi, de quem amamos, como se fosse possível dar forma à memória. Perdê-los seria materializar a ameaça sempre viva na cor desbotada do retrato do filho de minha avó. Seria ainda mais. Seria ver morrer mais uma vez aqueles que já nos deixaram. Seria me ver apartada de minha memória, sozinha, sem materialidade para a minha história. É dessa ameaça de separação forçada entre nós e a memória que lembro daqueles dias em que, no Jornal do Brasil, me dediquei ao drama dos moradores do Palace II, o prédio construído pelo então deputado Sergio Naya na Barra da Tijuca, que desabou em um domingo de carnaval de 1998, matando oito pessoas e deixando centenas de desabrigados.

Era madrugada do dia 22 de fevereiro de 1998 e eu estava na Avenida Marquês de Sapucaí cobrindo o carnaval. Não me lembro de a notícia me ter chegado em meio à folia. De manhã, de volta à redação, soube do desabamento. Não havia ainda informação suficiente para sabermos da dimensão da tragédia. Era mais um drama em meio a tantos que cobríamos. Todos os recursos do jornal que não estavam empenhados no carnaval da Sapucaí foram desviados para a cobertura jornalística sobre o Palace II. Eu só cheguei a ela na quinta-feira, depois do anúncio das campeãs.

Eram muitas histórias tristes. As mortes, os desabrigados, o prejuízo da maioria que ainda não havia quitado o financiamento do prédio habitado há apenas dois anos. Tudo concorria para aquela ser uma das maiores tragédias a se abater sobre a classe média carioca. Não me lembro bem qual foi a minha participação na cobertura daqueles primeiros dias, o que me marcou foi a noite que antecedeu à implosão do prédio, ordenada pela prefeitura. O prédio veio abaixo de vez em um domingo, dia 28 de fevereiro, após o desfile das campeãs.

Dessa vez, eu não estava na avenida. Passei a noite, com um farnel e alguns colegas, em frente ao prédio que ruiria assim que o dia amanhecesse. Fui pra rua sabendo que minha pauta podia não dar em nada, que eu podia voltar de mãos vazias para a redação. Meu chefe, o Zé Luiz Alcântara, de quem fui amiga até o fim, me chamou em seu aquário e me pediu que passasse a madrugada em frente ao prédio, para fazer uma matéria caso algum morador tentasse entrar nos escombros, antes da implosão, para resgatar documentos, fotos ou memórias. A tristeza dos moradores com a perda de suas referências materiais era tamanha, que tínhamos medo deles desafiarem a morte em busca de algum resquício da vida que ficara para trás.

Naqueles dias, mulheres não davam plantão de madrugada em jornais. Os perigos da noite ficavam reservados aos homens. Zé Luiz, amigo querido, me deu a possibilidade de recusar a tarefa, mas eu topei. A vontade de estar lá era maior do que o desconforto e os possíveis riscos de passar a madrugada em uma rua deserta da Barra da Tijuca. Foram horas de vigília. Ao contrário do que temíamos, ninguém se aventurou por lá. Nem na rua, nem nos escombros. Havia só seguranças para impedir a entrada na área impedida e uns poucos repórteres. 

Passei a noite imaginando o que estaria debaixo do amontoado de concreto que víamos de longe. Os móveis de uma avó já falecida, o anel que passou de mãe para filha e para neta, a abotoadura que veio na camisa do avô, aquele quadro do amigo talentoso, o faqueiro de família, os cristais ganhos no casamento, a caderneta de escola, a carta do primeiro namorado, a flor desidratada entre as folhas do diário de adolescente, o primeiro cacho de cabelo do filho já adulto, a roupinha usada no batizado do primogênito, a foto de bebê e da formatura, o livro favorito, a coleção de discos, a carteira de trabalho, o caderno de poesias nunca publicadas. 

Passei a noite imaginando a dor de perder o que nos faz lembrar, pensando na foto do filho de minha avó, em sua cabeceira, na dor que seria para ela perdê-lo novamente.


OBS: Peço desculpas por não ter falado de um livro para crianças, nem dos meus filhos. Quis olhar para trás, falar da memória. Da foto na cabeceira de minha avó. Das perdas de quem viu sua casa ruir na tragédia do Palace II, que completou ontem 20 anos. 


domingo, 15 de outubro de 2017

Na sala da coordenação


Confesso que nunca fui um aluno quieto. Mas, no quinto ano, me superei. Cris, minha professora, me mandava para a coordenação quase todos os dias. A qualquer sinal de bagunça em sala, estava eu lá, no meio, com papel de destaque. Ela nem pestanejava e olhava para mim com aquela cara que só as professoras regentes de turma sabem fazer e me dava uma bronca. Diante de meu deboche, ordenava firme.

- Thomas, chega! Sai da sala! Espera o tempo dessa aula acabar na coordenação.

Eu ia. De a cabeça baixa, como esperam as professoras que seus alunos punidos saiam de sala. Atrás de mim, ouvia aquele zum-zum-zum que as crianças obedientes fazem ao ver um colega ser expulso da aula, e, assim, que chegava no pátio, respirava fundo aquele ar farto e livre, levantava a cabeça e me dirigia à coordenação.

- Oi, Mercedes – dizia ao chegar, agora com a cabeça baixa -, a Cris mandou eu sair de sala.

- De novo, Thomas – ela me perguntava, sem alterar a voz - Senta aqui, o que aconteceu?

Eu sentava. Era uma sala pequena e acolhedora, em que havia duas escrivaninhas – uma grande, onde ela trabalhava, e uma menor, em que se acomodava sua auxiliar –, duas cadeiras em frente à mesa da coordenadora para receber pais em visita à escola e uma pequena poltrona no canto. Nesta poltrona, Mercedes descansava um pouco depois do almoço e recebia os alunos expulsos de sala. Eu era um dos mais assíduos em seu gabinete e, por isso, ainda sou capaz de lembrar da caneca do Museu Miró que ela usava como porta-lápis, do bloco grande de folhas brancas e sempre rabiscadas permanentemente aberto sobre sua mesa, do aparador ao lado que servia de estante e de pouso para cadernos e trabalhos de escola, do mural no centro da parede em que prendia desenhos de alunos, fotos, cartões e outras lembranças amarelecidas que serviam como prova de seu tempo no magistério, da cortina de palinha que a separava do mundo lá fora e da luz quente que dava um ar aconchegante ao ambiente, que me lembrava a casa da minha avó.

- Eu estava conversando e, quando a Cris me chamou a atenção, eu ri – respondia, agora com a voz acanhada que os alunos expulsos de sala usam para comover a coordenadora.

Meu mal era o riso frouxo. Eu gostava da minha professora. Ela era bonita e carinhosa com os alunos, mas, como éramos muitos e barulhentos, levávamos bronca várias vezes ao dia. Na maioria delas, eu calava, mas quando era o alvo do sermão, não tinha jeito, não me continha.

- Thoooomas – Cris me chamava a atenção, com aquele tom prolongado de quem está querendo dar uma saída à sua presa.

Eu respondia com um monossílabo qualquer e ela repetia.

- Thoooomas...

Eu continuava olhando para ela, que repetia mais uma vez. Era quando me dava uma louca, e, com a voz mais afetada que eu pudesse fazer, respondia em tom de galhofa.

- Que-que-é-isso-mulé?!

Todo mundo ria. Era a hora dela perder a paciência e me mandar para fora.

- Thomas, chega! Sai da sala! Espera o tempo dessa aula acabar na coordenação.

Eu ia, como já disse, de cabeça baixa para mostrar algum respeito por ela e, principalmente, para esconder o riso aprisionado em meus lábios apertados, que só relaxavam quando eu encontrava aquele ar livre e puro do pátio da escola. Ao riso inicial dos meus amigos se sucedia um zum-zum-zum que se formava atrás de mim e me enchia de um orgulho infantil, quase narcísico, que alimentava meu ego que Cris julgava machucado com o castigo. Mas o que eu mais gostava naqueles dias não era o que ficava para trás, era o que estava por vir na sala da coordenação. Depois de uma breve conversa, Mercedes, que, como já disse, nunca alterava a voz, passava a mão macia e quente sobre meus cabelos e, com uma voz de quem está oferecendo o perdão, a estendia em minha direção para mostrar um pote cheio de biscoitos. Cada dia era um biscoite diferente. Os que eu mais gostava eram os de chocolate. Mais raros eram os doces, mas nesses dias eu era o menino mais feliz da escola e desconfiava poder ser até do mundo. Brigadeiro era o mais ansiado por mim. Acho que nunca mais comi brigadeiro igual. O gosto de chocolate era bem forte, suavizando o travo do açúcar, e era acentuado pela cobertura com pó de cacau. Eu amava sentir aquele doce se grudando a meu céu da boca, à espera da saliva que o ia derreter aos poucos, prolongando aquele delicioso sabor.

Saboreando as pequenas delícias oferecidas pela Mercedes, esperava o fim do castigo. Ele quase sempre, se eu tivesse feito a coisa certa, terminava com o som do sinal do recreio. Eu, como um bom menino, seria melhor dizer típico, saltava da poltrona da coordenação e saía correndo para o pátio, tão rápido que nem sei se dava tempo de meu tchau alcançar os ouvidos da Mercedes. Era uma delícia chegar no recreio sem aquela urgência imposta pela fome que via em meus amigos. Com a barriga tranquilizada pelos quitutes da coordenação, não precisava correr para a fila da cantina, nem tão pouco ir à minha sala para pegar a lancheira. Meu lanche podia esperar pelo fim do recreio ou quem sabe, se a brincadeira estivesse muito boa, pela saída para ser saboreado na viagem de volta para casa, feita na van da Mari. A Mari não deixava que comêssemos no carro para não atrair baratas, mas, como seu coração era grande, fingia não ver quem discreta e cuidadosamente abria a lancheira para comer aquele biscoito ou banana que, porventura, tivesse sobrado do lanche. O trânsito, ela sabia, aumentava e muito nosso apetite, muitas vezes ignorado na escola em favor das brincadeiras do pátio.

A fome era uma das razões de eu, no quinto ano, ter sido expulso tantas vezes de sala. Depois de uma meia dúzia de expulsões, percebi as benesses de se estar na coordenação e resolvi coordenar minhas ações com o relógio da fome. Assim, criei uma rotina em que meus arroubos de menino malcriado, salvo alguns imprevistos que eu não conseguia contornar, eram quase sempre no último tempo antes do recreio. Naquela aula em que todos, alunos e professores, estão com o estômago colado e os raros silêncios são rompidos por roncos de barrigas angustiadas. Quando a minha dava seu primeiro sinal, era hora de eu incrementar as conversas e mostrar toda a minha graça. A Cris e a Mercedes nunca perceberam a coincidência ou, quem sabe, preferiam ignorá-la. Assim, segui todo o quinto ano merendando na coordenação, o que me deixava livre para brincar no recreio. Tenho certeza de que a Mercedes e até mesmo a Cris sabiam que eu só ia para a escola para comer e brincar e, no fundo, aprovavam minha motivação. Afinal, para que serve a escola para um menino de 10 anos?

 
*Fica aqui, com essa crônica que escrevi inspirada na conversa do almoço de hoje com meus filhos, minha homenagem ao Dia dos Professores. A tirinha do Calvin é, como sempre, uma delícia. ❤

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Era uma noite de inverno, no Horto, e a lua lá...


A lua

A lua se insinua
sozinha, na terra nua.
No céu, a escuridão
apenas se anuncia,
deixando entrever
o arco esbelto,
que, crescente, esgarça
o tênue fio
e desafia,
com graça,
a imprecisão da noite.

L.C. Rio: 27/07/17

PS: A lua sempre me intrigou. Não há noite que eu não a procure no céu e quando a acho, a escuridão se expande em mim, como se eu estivesse lá, ao lado dela. 

domingo, 2 de julho de 2017

É hora de olharmos para o céu e vermos estrelas


Sina
Ela vem ali, na fila,
cumprindo a sua sina,
carregando aquela folha
nas costas, quieta, certa
de que faz o melhor,
quando, do alto, surge  
uma sombra urgente
para fazer do dia noite
e da vida, morte.

Luciana Conti
Rio:  11/04/2017

PS: O Pedro era um garotinho quando comprei, perto do meu trabalho, Os encontros de um caracol aventureiro e outros poemas, de Federico García Lorca, da Ática, editado especialmente para crianças por José Paulo Paes. Era um dia de chuva, cheguei em casa toda feliz com o livro e, na hora de dormir, fui lê-lo para meu menino. Lembro como se fosse hoje da sua carinha curiosa diante do novo livro, lindamente ilustrado por Odilon Moraes, e da nossa proximidade. Deitei-me a seu lado e comecei a ler o poema que conta a caminhada de um caracol que se defronta com questões místicas e transcendentes em seus encontros com duas rãs e um bando de formigas. O Pedro ouvia atento, apesar de o poema ser difícil para um menininho, até que, ao perceber, que uma das formiguinhas estava morrendo, seu semblante foi se fechando, até que ele desatou a chorar. "A formiguinha vai morrer, mamãe", ele me perguntava angustiado. "Por que elas querem matá-la", emendava. Até hoje não sei o quanto ele entendeu do poema, mas sei que percebeu que a formiguinha havia sido morta por suas colegas por se comportar de uma maneira estranha para as outras. Foi a primeira vez que vi o Pedro reagir tão fortemente ao horror da morte. Fiquei espantada, sem saber direito o que fazer e o abracei forte para acalmá-lo e nunca mais lemos o livro. Mas a história da formiguinha que via estrelas que nenhuma outra via, nunca me saiu da cabeça. Foi pensando nela, que escrevi, anos depois, Sina. A minha formiguinha, ao contrário da de Lorca, é totalmente enquadrada, o que não a livra de sua sina, a morte. Morre silenciosa, anestesia pelo dever, sem chamar a atenção, como muitos de nós. Vida insignificante que, infelizmente, é interrompida. Sua dona segue automaticamente, sem olhar para o céu para ver as estrelas, o que poderia a ter salvado. Quantos de nós levamos a vida assim, sem olhar para o céu? Por isso, discutir essas questões com as crianças, em um mundo desumanizado como o nosso, é mais que necessário. Tão necessário, que me deu vontade de, agora, que o Pedro tem 15 anos, sentar de novo com ele para lermos juntos Os encontros de um caracol aventureiro. Tenho certeza de que, dessa vez, ele iria gostar. 

terça-feira, 25 de abril de 2017

O prato de um jovem burguês



O prato de um jovem burguês  

Esse é meu prato.
Sobre sua superfície branca,
quase feia, sem adornos,
estão os restos de minha ceia
sempre simples sobre a banca.

Alguns grãos de arroz, um caroço
de feijão, um tremoço,
um osso descarnado
sobre o prato abandonado
ao fim do almoço,
       fazem os mais asseados 
me acharem um porco.

Ao ver o prato assim de borco,
tentando ocultar
meu lixo e desleixo,
minha mãe, carrancuda,
fala baixo e grosso que o único
animal que não lava
o próprio prato é o burguês.

Com o Manifesto sob o braço,
recolho-me embaraçado
a meu quarto e, deitado
para me refazer do almoço,
fico a clamar
para que as bactérias
façam logo a sua parte,
me fazendo lembrar
de que tudo que é sólido
se desmancha no ar.

Rio, 5 de abril de 2017


Esse poema eu fiz em homenagem ao Pedro, meu filho, que, como quase todos os adolescentes finge desconhecer o caminho para a pia da cozinha. Apesar de eu ficar louca de raiva, gritar grosso - é mentira que falo baixo -, acabo o perdoando e o amo. Amo muito! Como a maioria das mães, sou frouxa e tenho memória: fazia o mesmo com a minha mãe. E tenho que reconhecer que há coisa pior. O ex-marido de uma amiga, já adulto e morando sozinho, colocava toda a louça suja na geladeira, para que ela pudesse esperar, sem feder, a chegada da faxineira, uma vez na semana. Toda vez que lembro disso, fico feliz por ser só um prato no chão.

PS: O detalhe do Manifesto - o Comunista - é verdadeiro. O Pedro, por livre e espontânea vontade, decidiu ler a obra, o que me fez ter mais um argumento contra os pratos sujos, deixados ao pé da cama. "Não é porque sou sua mãe e te amo, que me explorar é bacana. É exploração do mesmo jeito." Não deu de todo certo, mas no dia em que mandei essa, ele, envergonhado, lavou seu prato. 

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Hora da Leitura estreia na Band News FM do Rio

Acabo de matar um pernilongo tipo jumbo, que, enquanto eu trabalho no computador, se delicia com o meu sangue. Esse ato de pura vingança, confesso, me deu um enorme prazer, mas alegria maior estou com meu novo projeto: a coluna Hora da leitura, da Band News FM do Rio. Todas as semanas apresento uma resenha de um livro para crianças ou jovens ou uma pequena matéria sobre literatura infantil e juvenil, como mais um espaço para divulgar a magia das histórias para crianças. A estreia foi no dia 17 e, na quarta, vai ao ar meu terceiro texto, sobre a Flipinha. A coluna tem cinco inserções na semana. A primeira delas entre 5h40 e 6h de quarta-feira e as outras às 11h12 e 16h12 de sábados e domingos. Como demorei a falar da coluna e duas semanas já se passaram, desde a estreia, aproveito para postar aqui o link para o áudio dos dois primeiros spots. O primeiro foi sobre o livro Selvagem, de Emily Hughes. O segunda sobre o clássico Píppi Meialonga, de Astrid Lindgren. Se vocês me acompanharem nessa nova aventura, aí mesmo é que vou ficar feliz. Feliz demais! Para isso, basta sintonizar na 94,9 FM. Fico aguardando curiosa para saber o que acharam.